domingo, 3 de novembro de 2019

O convívio com o Sagrado




“O convívio com o Sagrado me desperta uma satisfação humilde de ser pequeno. Uma alegria de ser breve ante a Eternidade. Uma tranquilidade de ser sucinto perante a eloquência do Silêncio. Foi assim que passei a me perceber na grandeza de todas as coisas do invisível. Aprendi a ser a singela gota d'água, para então me compreender como o oceano inteiro. Até que a separação entre uma coisa e outra se dissolveu por completo. O um se fez Uno, a parte se viu no Todo, o fugaz se fundiu ao Infinito.
Foi na conclusão sincera de saber pouco, que passei a saber um pouco mais. Esvaziei-me dos tantos conceitos, revisitei convicções, libertei-me da paixão das crenças, removi os adornos que fatigavam o caminhar. Fiz-me aprendiz e passei a enxergar todos como professores. Submeti-me ao apagamento para reverenciar o brilho do Sol. Passei a fazer o melhor que posso e a deixar o resto sob os cuidados da Natureza. Decidi semear, pacientemente, e então confiar na força que presenteia com a colheita.

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